Lumu alerta para risco de violações secundárias via ataques de infostealers
Lumu alerta para risco de violações secundárias via ataques de infostealers
Lumu alerta para risco crescente de violações secundárias em ataques iniciados por infostealers
Ocorrência recente envolvendo a Snowflake impactou milhões de clientes do banco Santander e da Ticketmaster, entre outras organizações
São Paulo, 22 de julho de 2024: Em meio à popularização do malware infostealer, que coleta e extrai dados de sistemas ou redes, ciberataques direcionados a empresas de armazenamento de dados têm se tornado cada vez mais preocupantes. De acordo com a empresa de cibersegurança Lumu Technologies, ocorrências do tipo despontam como um dos principais desafios que as organizações de todo o mundo enfrentam atualmente, principalmente pelo efeito dominó que as investidas podem causar.
Exemplo recente que demonstra o poder destrutivo dessas ações foi o ataque à cadeia de suprimentos da Snowflake, empresa de armazenamento, processamento e análise de dados baseada em nuvem, utilizada por companhias de diferentes setores, desde instituições financeiras até serviços e organizações de cibersegurança. A ofensiva resultou no vazamento de dados de clientes, como o banco Santander e a Ticketmaster, impactando milhões de usuários. Estima-se que cerca de 165 empresas podem ter sido afetadas – registros na deep web, no entanto, apontam que credenciais Snowflake de mais de 300 organizações foram colocadas à venda online.
“Não há evidências que liguem os incidentes a qualquer violação ou exploração de vulnerabilidade no sistema da Snowflake. Todas as indicações apontam para o uso massivo de credenciais roubadas da empresa por meio de infostealers. Aparentemente, o agressor obteve uma lista cumulativa de credenciais roubadas desde 2020 e a tem usado para acessar a plataforma nos casos em que a autenticação multifator não está habilitada, permitindo a exfiltração de dados”, analisa Germán Patiño, vice-presidente de vendas para a América Latina da Lumu Technologies.
“A economia que rodeia o ciclo do infostealer impulsiona a proliferação de agentes de ameaças que se especializam em atingir diferentes plataformas para obter credenciais e explorar o acesso com políticas de segurança fracas, obtendo, em última análise, lucros impressionantes. Neste caso, os registros relacionados às contas da Snowflake foram encontrados e fornecidos pelos criminosos Vidar, Risepro, Redline, Racoon Stealer, Lumma e Metastealer”, completa o executivo.
Nesse contexto desafiador, alerta Patiño, a aplicação de políticas de segurança mais robustas torna-se mandatória para as empresas de todas as verticais e portes, sendo altamente recomendável implementar a autenticação multifator (MFA) para todas as contas, o que pode reduzir significativamente o risco de roubo de credenciais e acesso não autorizado. Além disso, é de vital importância o monitoramento contínuo de contas potencialmente comprometidas relacionadas aos fornecedores como forma de reduzir a superfície de ataque.
“Recomenda-se também implementar um sistema de gerenciamento de identidade e acesso (IAM), uma vez que ele fornece uma estrutura abrangente para gerenciar identidades de usuários e permissões de acesso em toda a organização, e contar com um monitoramento de rede em tempo real para evitar vetores iniciais típicos e infostealers e receber notificações de qualquer atividade suspeita ou tentativa de acesso não autorizado”, finaliza o especialista da Lumu.
Sobre a Lumu
A Lumu é uma empresa de cibersegurança que ajuda organizações a operar a cibersegurança de forma eficiente, medindo e compreendendo as vulnerabilidades em tempo real. Por meio de seu modelo Continuous Compromise Assessment®, a Lumu capacita as equipes de segurança a agir imediatamente em casos de vulnerabilidades confirmadas e a minimizar a exposição ao risco. Para mais informações, visite www.lumu.io.
